Trata tudo como se estivesse no meio de uma briga. Violenta seus artigos pessoais e seu filho com sua boca mal lavada e seu tom de voz esgarçado, alto e nada apropriado para uma mãe, uma mulher, um ser humano.
Ninguém tem direito a nada a não ser que ela aprove, ninguém tem direito nem a dormir e a descansar caso ela não aprove, ninguém tem direito a falar, a contradizer, a se defender, a ser.
Ela é como uma ditadora do seu mundinho e por isso, a vidência do julgamento e da palavra diz que o que seu filho mais deseja é a maioridade e por conseguinte, a liberdade.
Ela grita: "Fala baixo!" e ainda tem certeza de que merece ser respeitada, ela xinga e desobedece qualquer lei ética, moral e o principal, desobedece o amor, a paz e a tranquilidade que qualquer ser humano tem o direito de possuir dentro do seu lar.
Ela louva e vai a igreja todos os domingos, ela pede pra Deus lhe dar paz e colocar juízo na cabeça de seu marido e de seu filho, ela pede e chora pra vida melhorar. Mas Deus ainda não disse pra ela, que a vida só melhora quando ela parar de reclamar.
Se raciocinar não faz mais sentido pra você, ao menos cale a boca.
Em homenagem a minha nova vizinha. Que tem a família ideal, teve a gravidez ideal, o casamento ideal, a religião ideal, a vida ideal. E ainda deve achar que ser como eu, é um absurdo.